Loja instalável (PWA) e notificações push: permissão, frequência e o que enviar
As notificações push permitem voltar a falar com visitantes que nunca lhe deixaram o email. Explicamos como funcionam, como pedir a permissão, que mensagens resultam e quantas são demasiadas.
A maioria de quem visita a sua loja não compra, não se regista e não subscreve a newsletter. Vê dois produtos e vai-se embora. Não tem o email nem o telefone dessas pessoas, por isso não há forma de lhes lembrar nada.
As notificações push web são um canal para essas pessoas: um aviso que aparece no navegador ou no telemóvel delas, enviado pela sua loja, com a sua autorização. E a loja instalável (PWA) faz com que o seu site possa ser adicionado ao ecrã principal e abrir como uma aplicação, sem loja de aplicações pelo meio.
O que é uma PWA
Uma Progressive Web App é um site que o navegador permite instalar. Precisa de três coisas:
- HTTPS. Sem certificado não há PWA nem push.
- Um manifesto: um ficheiro com o nome da loja, os ícones e as cores.
- Um service worker: um script que o navegador mantém registado e que é o que recebe as notificações mesmo com a loja fechada.
Para o cliente, o resultado é um ícone no telemóvel que abre a sua loja em ecrã inteiro, sem a barra do navegador. Para si, é estar no ecrã principal dele, junto às aplicações que usa.
Como funciona uma notificação push
- O visitante aceita receber avisos. O navegador gera uma subscrição única.
- A sua loja guarda essa subscrição, cifrada com um par de chaves próprias (as chaves VAPID).
- Quando quer enviar algo, a loja cifra a mensagem e entrega-a ao serviço de push do navegador (o da Google para o Chrome, o da Mozilla para o Firefox, o da Apple para o Safari).
- O navegador recebe-a e mostra-a, mesmo com a loja fechada.
Um pormenor importante: as subscrições estão ligadas a essas chaves. Se mudar de ferramenta e perder as chaves, perde todos os subscritores. Quando escolher como fazê-lo, garanta que a lista e as chaves são suas e podem ser exportadas.
Pedir a permissão: só há uma oportunidade
Este é o erro mais caro. Se, ao entrar na loja, aparece logo a janela nativa do navegador a pedir permissão para notificações, a maioria clica em «Bloquear». E depois de bloqueado, o site não pode voltar a perguntar: o visitante teria de ir às definições do navegador desbloqueá-lo, e não o vai fazer.
O correto é um aviso em dois passos:
- Primeiro, uma mensagem da própria loja, com o seu design, que explica o que vai enviar: «Quer que o avisemos quando voltar a haver stock ou o preço baixar?».
- Só se disser que sim é que se abre a janela do navegador.
E o momento importa. Não na primeira página, mas quando há interesse: depois de ver várias páginas de produto, após adicionar ao carrinho, ao fazer scroll num produto, na página de um produto esgotado.
Que mensagens resultam
As que o cliente pediu
- Reposição de stock de um produto que queria.
- Estado da encomenda: enviada, em distribuição.
- Descida de preço de algo que viu.
Ninguém as vê como publicidade. São as mais abertas e as que geram menos cancelamentos.
As que recuperam uma venda
- Carrinho abandonado, confirmando mesmo antes de o enviar que não se converteu já em encomenda.
- Navegação abandonada: alguém viu o mesmo produto várias vezes e não o adicionou. Um lembrete com o produto e o preço atual.
As campanhas
Uma novidade ou uma promoção, segmentada: a quem viu essa categoria, a quem já comprou, por idioma ou por país. Uma campanha para a lista inteira a cada promoção é a forma mais rápida de a esvaziar.
Frequência: quanto é demasiado
Não há um número válido para todas as lojas, mas há regras:
- Limite por pessoa, diário e semanal, somando fluxos e campanhas.
- Intervalo entre avisos comerciais: se alguém recebeu um há poucas horas, o seguinte espera.
- Horas de silêncio no fuso horário do cliente. Ninguém quer um aviso de uma loja às três da manhã.
- Saída automática: quem compra deixa de receber os lembretes do que já comprou.
- Meça os cancelamentos, não só os cliques. Se cada campanha lhe custa mais subscritores do que os que converte, está a enviar demasiado.
Consentimento e proteção de dados
A permissão do navegador é uma parte; a outra é o seu tratamento de dados. Se associar a subscrição ao cliente registado e usar o que viu para segmentar, informe disso na sua política de privacidade, registe o consentimento e facilite o cancelamento. Quando um cliente pedir a eliminação dos seus dados, as subscrições dele também têm de ser apagadas.
Base técnica em dia
O push web precisa de HTTPS, de um navegador moderno e de uma tarefa agendada (cron) que envie o que está pendente. Em lojas antigas, com PHP desatualizado ou sem certificado bem configurado em todos os URL, o service worker não se regista ou as bibliotecas de cifra não funcionam. Ter o PrestaShop e o PHP atualizados é condição prévia, não um extra.
Checklist
- HTTPS em toda a loja.
- Aviso próprio antes da permissão do navegador, num momento de interesse.
- Primeiro as mensagens transacionais: stock, encomenda, preço.
- Limites por pessoa, intervalos e horas de silêncio.
- Chaves e subscritores exportáveis.
- Política de privacidade atualizada e eliminação em cascata.
- Instruções para instalar a loja no iPhone.
Como resolver no PrestaShop
O RKR Mensajería torna a sua loja instalável (PWA) e envia notificações push a partir do seu próprio domínio com chaves VAPID próprias, sem Firebase nem mensalidades. Pede primeiro a permissão com um aviso próprio (por tempo, scroll, intenção de saída, após adicionar ao carrinho ou após várias páginas de produto vistas) e só depois abre a do navegador. Traz fluxos com filtros que são verificados antes de cada passo, como o modelo de navegação abandonada, e automatizações de estado da encomenda, reposição de stock, carrinho abandonado, descida de preço e reativação, com limites diários e semanais, horas de silêncio e campanhas segmentadas. Mede envios, cliques e receitas atribuídas, exporta a lista com as respetivas chaves e regista o consentimento com eliminação em cascata. No iPhone, mostra um guia a quem não tem a loja instalada.