Ligar o PrestaShop a um ERP: arquiteturas e erros comuns
Uma integração com o ERP bem desenhada poupa horas todos os dias; uma mal desenhada cria mais trabalho do que tira. Estas são as decisões-chave.
Integrar a loja com o ERP (o programa de gestão da empresa) evita introduzir encomendas à mão, vender stock que não existe e desacertos na contabilidade. Mas as decisões de desenho fazem a diferença entre uma integração que funciona sozinha e outra que é preciso vigiar todos os dias.
1. Quem manda em cada dado
| Dado | Normalmente manda |
|---|---|
| Produtos, preços, stock | ERP → loja |
| Encomendas e clientes web | Loja → ERP |
| Estado da encomenda, seguimento | ERP → loja |
| Faturas | Um único sistema (idealmente o ERP) |
Se os dois sistemas puderem modificar o mesmo dado, mais cedo ou mais tarde haverá conflitos.
2. Identificadores comuns
Referência de produto, EAN ou um campo próprio que relacione cada produto da loja com o do ERP. Sem essa chave única e estável, a integração passa a ser adivinhar pelos nomes.
3. Tempo real ou por lotes
- Tempo real (webhooks, hooks do PrestaShop): encomendas para o ERP assim que são pagas.
- Lotes (cron a cada X minutos): stock e preços, onde alguns minutos de atraso são aceitáveis.
4. Erros e novas tentativas
- Fila de envios pendentes: se o ERP não responder, a encomenda fica em fila e volta a ser tentada, não se perde.
- Registo de cada troca com o seu resultado.
- Alertas quando algo está há demasiado tempo sem sincronizar.
5. Testes com dados reais
Teste a integração numa cópia da loja ligada a um ambiente de testes do ERP, com encomendas variadas: descontos, várias transportadoras, devoluções, clientes com e sem empresa.